Artigos e Publicações

Data da postagem: 16/11/2015

Estudo realizado pela liderança global de Auditoria Interna da Deloitte, que explora as prioridades e tendências da prática.

" Many boards and senior executive teams now want internal audit to go beyond “table-stakes” audits. Table-stakes audits allocate too many resources to low-impact areas and too few to high-impact areas of the business. The definition of a high-impact area for your organization will depend on its industry, business model, risks, geography, and regulatory climate. But, generally, low-impact areas involve well-established systems and controls, and well-known risks and issues. These areas must be addressed, but they should not divert resources from high-impact areas. For this 2016 edition of our High-impact areas of focus series, Deloitte has flagged 11 areas along with potential steps for you to consider in upcoming audit plans. "

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Data da postagem: 30/07/2015
 
O Melhor Antídoto para Evitar o Comportamento Antiético na Empresa.
 
No âmbito corporativo, alguém falta com a ética quando contraria as regras de conduta e os bons costumes da companhia. Mesmo sabendo que a palavra ética tem sentido mais amplo, estudada em várias áreas, entre elas a filosofia, para efeito deste artigo, vamos circunscrevê-lo às fronteiras da organização.   
 
A integridade da alta administração é pré-requisito para o comportamento ético. É essencial que a empresa, na figura dos seus sócios, tenha bom caráter em si mesma, pois seu exemplo será a referência do que deve ou não ser feito. Caso contrário o funcionário poderia não estar sendo antiético quando descumpre as normas.

São exemplos de ações que contrariam a ética: furtar, maquiar balanços, trapacear com superiores, contar mentiras sobre colegas de trabalho para prejudicá-los, corromper funcionários, cobrar do cliente além do previsto em contrato, entre outros.

Não é fácil estabelecer valores éticos devido aos conflitos de interesses entre as partes. É preciso equilibrar os objetivos da organização, empregados, fornecedores, clientes, investidores, reguladores.

Dentre as medidas para evitar ações antiéticas destacam-se a implantação de controles visando a corrigir fragilidades e reduzir a possibilidade de fraudes e atividades não autorizadas. Também desmotivam os funcionários a sair da linha, políticas estabelecendo penalidades a quem violar regulamentos, assim como incentivos para informar suspeitas de irregularidades via um canal independente de denúncias.

Reforçar os processos de recrutamento de pessoal, avaliação de desempenho e capacitação é outra providência que favorece a ética. Entrevistas que vão a fundo no histórico dos candidatos, ajudam a admitir pessoas íntegras e sem vestígio de terem causado danos onde trabalharam. Adicionalmente, treinamentos para reforçar o comportamento esperado e promoções fundamentadas na meritocracia enviam mensagens importantes à toda organização.

Devem ser também evitados exageros nos sistemas de remunerações baseados em resultados financeiros, ênfase excessiva no lucro, busca constante por objetivos de curto prazo e metas irrealistas.

O melhor antídoto - Sem diminuir a importância das ações acima, o antídoto mais potente para reduzir desvios de comportamento é, comprovadamente, a instituição de um Código de Ética. Sua implantação requer pelo menos quatro passos: a elaboração, a comunicação, os treinamentos e a atualização sistemática.

Na primeira etapa, o segredo é escrever o Código de Ética numa linguagem simples e direta, tornando-o de rápida compreensão aos diversos níveis da companhia.

As duas próximas fases caminham juntas. A comunicação deve ser feita não apenas aos funcionários, mas estendida a parceiros, fornecedores e outros envolvidos com a organização. Seminários de sensibilização são instrumentos eficazes de divulgação, assegurando que as pessoas foram informadas da existência e importância do Código de Ética. É também uma boa ideia publicar o regulamento na Intranet e no site institucional, facilitando o acesso a todos.

Os treinamentos, por sua vez, precisam prever exposições teóricas e exercícios práticos em profundidade suficiente para que todos entendam o normativo, esclarecendo eventuais dúvidas.

Ambos os eventos, seminários e treinamentos, precisam ser repetidos periodicamente - uma vez ao ano - para repassar o Código de Ética a quem já conhece, relatar mudanças, se houver, e informá-lo a novos colaboradores.

O último estágio da implantação do Código de Ética é sua atualização. A direção e gerentes seniores necessitam revisar, pelo menos anualmente, a procedência da norma, considerando fatores internos e externos, riscos corporativos, incidentes etc. Mudanças são aplicadas sempre que necessário, reiniciando o ciclo de preparação, difusão, treinamento, atualização, e assim sucessivamente.

Othederaldo Araújo.
Especialista em Riscos Corporativos.

othe@ubsistemas.com.br
Telefone: (11) 98536-2388

Data da postagem: 02/07/2015

 

Os 7 riscos que podem DERRUBAR qualquer empresa. Como evitar?  
 
Alguns riscos possuem três características desafiadoras: causam grandes danos quando ocorrem, acionam outros eventos e são comuns em organizações de naturezas diversas, de pequeno, médio e grande porte. 
 
Mesmo sabendo que dificilmente um risco age isoladamente e que é o conjunto que pode comprometer o desempenho da organização, os incidentes com os traços que descreveremos a seguir precisam ser pesquisados individualmente e com diligência. O intuito é descobrir em que proporção estão presentes e suas consequências.

Sete riscos são habituais e podem impactar fortemente sua empresa:

1º - Risco de Fraude.
Presente em quase 100% das organizações, as fraudes envolvem a quebra de regras de conduta por funcionários ou terceiros. Algumas fraudes são de pequeno impacto, quando alguém comete delitos menores. Outras levam a companhia a sérios problemas financeiros, situações nas quais o fraudador desvia em seu benefício quantias elevadas.

2º - Risco de Implantar Estratégias Equivocadas.
Abrangem os riscos de tomar decisões equivocadas. São consequência das limitações dos seres humanos para analisar por completo informações ou por fatores externos fora de controle. Os danos que podem ser acarretados por esses eventos são mais graves quando incluem a alta direção, principalmente se não reconhece estar sujeita a erros de julgamento. Uma deliberação incorreta no nível estratégico pode selar o destino da empresa.

3º - Risco de Liquidez.
Qualquer empresa corre risco de perda de liquidez. Mesmo que ocorra por breve período, a falta de caixa expõe a companhia. Obter crédito pode ser um problema, especialmente para pequenas e médias empresas. No geral, as taxas são elevadas, exige-se garantias e o setor bancário é concentrado em grandes instituições. O cenário exige fontes alternativas de financiamento.

4º - Risco de Compliance.
O aumento na regulamentação dos mercados é uma tendência. Novas regras são publicadas todo o tempo, impactando não apenas os setores mais normatizados, como o financeiro, farmacêutico e de alimentos. Leis para prevenção da corrupção e lavagem de dinheiro, por exemplo, atingem as empresas indistintamente. Assim, o risco de descumprir normas é alto e as penalidades podem inviabilizar o negócio.

5º - Risco de Gestão de Pessoas.
Qual gestor não teve dúvidas na hora de contratar alguém? O risco de alocar um colaborador em função para a qual não está habilitado ocorre repetidamente. Um executivo atrasará os negócios se estiver desenvolvendo atividade para a qual não está preparado. O processo de recursos humanos inclui ainda a perda para a concorrência dos talentos da empresa.

6º - Risco de Tecnologia da Informação.
É senso comum que a tecnologia é peça chave à sobrevivência e competitividade das organizações. Falhas em sistemas e na infraestrutura das máquinas ou telecomunicações ocasionam, de alguma forma, a indisponibilidade de serviços a clientes. Crimes cibernéticos, invasão de hackers e vazamento de informações também afetam as operações da empresa.

7º - Risco Relativo à Pressão por Redução de Custos:
Num ambiente de negócios fortemente competitivo, a imposição exagerada para baixar custos e aumentar a produtividade favorece falhas na execução de processos,estresse excessivo, pouca colaboração entre funcionários e tentativas de fraudes.São riscos que minam o desempenho da companhia, com efeitos contrários aos desejados.

Em razão do potencial para abalar a estrutura da empresa e serem encontradas com frequência, essas categorias de riscos geram uma combinação perigosa e devem acender uma luz vermelha e deixar a organização em alerta.

A boa notícia é que atualmente existem metodologias eficazes para identificar riscos pertencentes a esses grupos críticos, métodos que permitem ainda qualificálos com razoável precisão quanto ao impacto e probabilidade de ocorrerem na organização. Com isso, fica mais fácil implantar controles para mitigar os imprevistos, reduzindo-se a possibilidade de causarem danos irreparáveis para a empresa.

Othederaldo Araújo.
Especialista em Riscos Corporativos.

othe@ubsistemas.com.br
Telefone: (11) 98536-2388

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